Calou-se o céu num tom anil.Era melhor agora que houvesse chuva,mas não havia.Havia céu,havia um sol e um grande azul.Houve chuva quando o queria belo,houve o contrário,sempre o contrário de o que foi proposto.
E esse eterno devir inédito não é mais tão surpreendente assim.A cada som há o mesmo alí,o mesmo dedo,apontando o mesmo alvo,o mesmo agrado.
Se corresse o quarteirão inteiro,chegaria no mesmo dedo.Talvez um assalto a surpreendê-lo,mas enfim, e com muito medo,e um infinito desejo inesperado e inexperiente só encontraria o mesmo,o mesmo dedo,o mesmo alvo.
Porém desceu do muro e meio desconcertado,encontrou um céu meio distorcido.Era azul anil,mas distorcido.Não era o mesmo,era complicado.De cansaço,dormiu,sonhou estar feliz,anganado.Todavia dormia,e dormia-se muito bem.
Acordou em espanto,sobressaltado,olhou pro céu e avistou um anil.O mesmo anil de antes.E perguntou quase gritando " Onde ele está ? Para onde ele foi ? " e a única resposta era um dedo,que apontava o mesmo alvo.Voltou a dormir...

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